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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

COISAS DE BAÚS - 11


   

AGUIEIRA - UM CASAMENTO EM 1929

         Temos em arquivo informático uma razoável quantidade de ficheiros digitalizados do semanário  'Soberania do Povo', com notícias da freguesia de Valongo do Vouga, que hoje fazem a nostalgia e a recordação de coisas, factos e pessoas. É o caso da notícia que aqui se deixa reproduzida. 
       Foi redigida pelo mais antigo correspondente daquele semanário nesta freguesia - António Rosa da Silva Magalhães - que ao tempo residia em Brunhido, tendo mudado para o lugar Fermentões, onde faleceu decorria o ano de 1986.
            Os visados na notícia foram residentes no lugar de Aguieira, naquele desvio da estrada no centro deste lugar que vai para a Cumeada conhecido por 'Casal' .
Era nesta casa que residiu o Dr. Augusto Gomes Tavares dos Santos, tendo desempenhado funções de Chefe da Secretaria Judicial do Tribunal da Comarca de Águeda, casado com Lucília Melo Pires dos Santos. O enlace matrimonial verificou-se em Vilarinho do Bairro, onde residia a D. Lucília.    
        A estes acontecimentos verificados no início do séc. XX, já tivemos oportunidade de historiar por um 'post' em 'http://www.terrasdomarnel.blogspot.com" em 27 de fevereiro de 2016, no capítulo "Gente destas Terras - 49".



domingo, 11 de janeiro de 2026

NOTÁVEIS DA MINHA TERRA - 11

 O GRANDE CAÇADOR DO CONCELHO DE ÁGUEDA


Numa linguagem popular, tanto mexemos que encontramos sempre alguma coisa...

E desta feita encontramos uma notícia publicada no semanário "Soberania do Povo", publicada em 1 de Junho de 1929, de que se deixa a sua digitalização.
Aliás, a notícia é acompanhada de outros apontamentos noticiosos que foram da autoria do Valonguense, António Rosa da Silva Magalhães, na altura o correspondente daquele que é o mais antigo semanário do País. Mas o destaque e a originalidade vai todo inteirinho para uma Notável figura que foi o Sr. Manuel Ferreira Rachinhas, residente no lugar de Aguieira, que além da carreira profissional nas funções de carteiro dos CTT em Aguada de Cima, como se conhece, foi considerado um exímio caçador no concelho de Águeda. Como, aliás, a notícia o refere e exalta.

Transcrevemos a parte que nos interessa desta notícia, que por aqui já foi destacada em devido tempo, e diz assim:

'O Sr. Manuel Rachinhas, de Aguieira, é o caçador de maior vocação do concelho, o mais legítimo rival do velho Dr. Jaime.
Conseguiu agarrar, a semana passada, em noites sucessivas, 3 interessantes raposas novas, e já ameaçou de morte as próprias mães, as quais teimam em dizimar a capoeira e coelheira do sr. Aires na Carvalhosa, a quem só numa noite mataram 15 coelhos e 2 galinhas. Merece uma condecoração da Comissão Venatória!'

Ao que parece a Comissão Venatória terá ignorado o feito do sr. Manuel Rachinhas...
 



sábado, 10 de janeiro de 2026

COISAS DE BAÚS - 10

O LUGAR D' AGUIEIRA 
NA FREGUESIA DE VALONGO DO VOUGA

  A  freguesia de Valongo do Vouga, já aqui salientamos por várias vezes, é um território de caraterísticas próprias, das quais apontamos algumas que a distinguem  de todas as restantes freguesias do concelho de Águeda, destacando apenas as seguintes:

- A área de 43,20 km2 de superfície que a coloca na maior freguesia deste concelho a que pertencemos; 

- O número de lugares que aquela área comporta, completamente independentes entre si;

- A densidade populacional, com maior número de habitantes entre as freguesias rurais;

  Andávamos por aqui a desfolhar papeis amarelecidos pelo tempo, quando sobre o lugar de Aguieira encontramos um pormenor relacionado com a sua história medieval e que apontava um fator curioso que dizia respeito ao seu orago - S. Miguel - que é venerado pelo povo do lugar com festividade no primeiro domingo do mês de setembro.

Era dito que a capela foi "transferida" do lugar da Aldeia - que era conhecido por "Arrancadinha" - para Aguieira no final do século XVI. 
No capítulo da sua história, o de Aguieira é também recheado de factos que remontam aos tempos da fundação de Portugal, foi vila e sede de concelho, com foral concedido pelo Rei D. Manuel I, por decreto de 6 de maio de 1514. Este título foi mantido durante mais de trezentos anos, tendo sido extinto por decreto de 6/11/1836 com a reorganização administrativa.
  Entende-se que justificava um outro desenvolvimento e abordagem da sua história, porque tal como outras localidades, admite-se sem grandes dúvidas, que tem material de sobra para ser devidamente pesquisado e colocado à tona dos conhecimentos históricos que abundam e, certamente, resultariam num outro panorama da nossa particular identidade.
   Por agora, ficamo-nos por aqui.............
     

sexta-feira, 18 de abril de 2025

IMAGENS DA MINHA TERRA - 6

                

CASAS COM HISTÓRIA


             Palacete da Quinta de Aguieira
                                                                

    Tendo em conta o que é descrito naquela publicação, podemos dela respigar  algumas notas históricas acerca dos edifícios que existiram ou ainda existem na área geográfica da freguesia. No que respeita à imagem do Palacete da Quinta de Aguieira, a primeira imagem acima reproduzida, aquela publicação diz-nos que "A casa dos Viscondes de Aguieira (título criado em 1872), vasta e com capela, é de tipo corrente do século XIX . A capela, posto que a frontaria seja moderna, conserva o interior antigo. O milésimo de 1735 na porta da sacristia deve ser o da sua data média. Dessa primeira metade do século XVIII é o teto e a pintura; dividido em nove caixotões e estes ocupados com cenas da Paixão, de tipo corrente. O sub-coro tem pinturas de rótulos encerrando emblemas igualmente da Paixão".
Seguem-se mais descrições da capela considerando ser o retábulo da primeira metade setecentista, D. João V final, de certa categoria com altas aletas e escultura de imagens, citando N.ª S.ª do Bom Despacho (orago daquela capela) e outras, finalizando com a referência à instituidora D. Maria Eufrásia Pacheco Teles (1690-1758). "O brasão da mesma capela que é do século passado (séc. XIX); esquartelado de Figueiredos, Pachecos, Teles e Morais".
    A segunda imagem, cujo edifício foi há alguns anos relativamente recentes demolido, como muitos se recordarão, situava-se na área hoje ocupada com um moderno edifício a seguir ao cruzeiro de Aguieira, no sentido poente,  que foi propriedade de  Guilherme de Vasconcelos, que fez parte dos poucos reformados da função pública.
    Em seguida, deparamos com uma habitação, sita no lugar de Arrancada do Vouga, a que se refere a imagem ao lado. A obra da Academia Nacional de Belas Artes faz uma "relação partindo da zona baixa, do ponto do cruzeiro. Grande casa de seis vãos no andar nobre, tendo verga direita e cimalha, o antepenúltimo formando janela rasgada e com sacada e grade de ferro de  varões anelados; os outros são de janelas de avental retangular, este pousado nas cornijas das aberturas inferiores; aos lados das janelas mísulas retangulares". 
    Esta casa foi propriedade de Alberto Henriques, que passou para seu filho Fernando Alberto Henriques e deste, o último, foi Alberto Manuel Coutinho Henriques, está situada na Rua Conselheiro Rodrigues de Bastos. Nesta rua verificam-se a existência de casas, tanto do lado direito como do lado esquerdo com caraterísticas "a que se poderiam juntar outras desaparecidas já neste século XX que demonstram a prosperidade da povoação naquelas épocas e como se congregou, nesta terra de arrancada da estrada para a serra e além Caramulo, a pequena nobreza e a burguesia  regional, posto que não fosse sede de concelho e o fossem povoações envolventes, as de Vouga, Brunhido e Aguieira".

A casa que se apresenta ao lado, foi demolida. Estava situada em Brunhido na rua junto ao lavadouro e de acesso à capela de Santo Estêvão. Ainda da obra da Academia Nacional de Belas Artes, que temos vindo a citar, diz assim:
"CASA ANTIGAS  - em BRUNHIDO. Distingue-se esta antiga vila por uma casa nada comum nesta região, em que o grés tenro é a pedra natural. São os seus vãos de granito. Deve pertencer à primeira metade do século XVIII. A fachada principal volta-se para a rua que leva à capela e a outra para um cruzamento. Tem esta duas janelas rasgadas, de lintéis e cornijas, sacada sobre mísulas, ligando-se-lhes as janelas inferiores, que são de avental. As grades de ferro datam do século XIX, posto que tenham certo aspeto de mais antigas, encerrando monograma formado por dois JJ".
Seguem-se outras descrições sobre cunhais, varanda, parapeito e outras definições da respetiva construção, rematando coma indicação de que "não tem infelizmente brasão". "Reempregaram em casa de tipo corrente, lintel em grés vermelho datado de 1707 ANNOS, com o letreiro: EV ANT/ROIZ// A FIS POR CONTA DE//MEI DA  FONSEQVA."                                             

 Sobre esta casa, que estava situada em Brunhido, foi a conhecida «Casa da Audiência» que serviu os serviços públicos do então  concelho de Brunhido,  não existindo qualquer referência na publicação que nos serviu de suporte, apenas referindo que "a antiga casa da audiência está substituída por outra sem caráter. Desapareceu o pelourinho que se levantava em cruzamento de ruas, sitio ocupado   por cruzeiro novo."                        
Sobre esta casa e o pelourinho, mais havia, certamente,  que historiar. Foi também demolida.


                      Brunhido - Casa da Audiência
                                     (demolida)

domingo, 15 de dezembro de 2024

IMAGENS DA MINHA TERRA - 1



Das muitas imagens de vários locais da freguesia, o arquivo informático de que somos portadores é, em certa medida, muito abundante. Por isso, podemos admitir que se pode produzir uma extensa amostra que aqui pode ser apreciada. Admitimos até que, nalguns casos, podem constituir algumas surpresas agradáveis.
Ficamos com esta primeira amostragem do cata-vento que existiu em Agueira ali no centro do lugar. Outras mais imagens se seguirão que, a seu tempo, serão aqui divulgadas. 


Ao voltar a esta página, constata-se que a imagem reproduzida é antiga. Para além disso, apresenta-se algo disforme e já com visíveis e acentuados sinais de deterioração. Admitimos que deveria existir uma outra imagem, mais antiga e mais condizente com aquilo que foi um catavento em aceitáveis condições. Foi encontrada e aqui se reproduz