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sexta-feira, 7 de março de 2025

VOCAÇÕES DA MINHA TERRA - 4

 O Senhor Ernesto

 

O senhor Ernesto é madrugador

Acorda às sete sem despertador

Vai com um saco de pano comprar o pão

Para si e para a sua Conceição

Àquela hora não se vê muito movimento

Conversa com o padeiro sobre o preço do fermento

Depois do café com leite e um pão torrado

Faz uma ronda à horta como um nobre soldado

Alimenta as quatro galinhas poedeiras

E traz os ovos direitinhos numa seira

O almoço é feito pela sua Conceição

Ele lava a loiça e admira-lhe a confeção

À tarde sentam-se à sombra de uma laranjeira

E nem tentam lutar contra a teimosa soneira

Vivem da pensão de uma velhice sovina

Mas que dá para os dois e para uma cadela franzina

A filha depois de formada abalou da casa dos pais

Foi para Lisboa porque lá é tudo muito mais

O senhor Ernesto já não tem sonhos pendentes

Porque a vida já lhe deu muitos presentes


Há já algum tempo que não inserimos qualquer coisa que denuncie a existência de vocações que por aí grassam, felizmente. Hoje veio-nos cair na caixa de correio eletrónica o poema que acima se encontra plasmado, da autoria de uma poetisa local, que dá pelo nome de Isabel Marias Tavares Mendes. O blogue que utiliza para publicar os poemas de que é autora (inscrita na Sociedade Portuguesa de Autores) tem este endereço cibernauta: http://apoesiadaisamar.blogspot.com onde podem ser apreciados outros poemas sobre os mais diversos temas desta vida passageira. Este é mais um dos temas da nossa vida, que até se pode dizer escrito com algumas brejeirice, que nos dispõe bem...












 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

VOCAÇÕES DA MINHA TERRA - 3

 CHEGAMOS AO NATAL




É com este poema da Isabel Mendes, que tínhamos prometido aqui trazer de vez em quando, divulgando um talento e vocação da freguesia, que não desmerece e não deslustra que figure ao lado de outros nomes que também se destacaram neste género de literatura.
Fica-nos ao menos a intenção de poder registar nestas páginas os valores e destaques que continuamos a divulgar, certos de que a maioria dos nossos «visitadores» concordam com este ponto de vista.
Que nestas linhas seja um dos locais certos ONDE ENCONTRO O NATAL...

Santas e Felizes Festas de Natal para todos.


segunda-feira, 25 de novembro de 2024

VOCAÇÕES DA MINHA TERRA - 2



A POESIA DA ISAMAR - OS HIPÓCRITAS
















Há já algum tempo colocamos a intenção de aqui postar, de vez em quando, alguns poemas da autoria de Isabel Maria Tavares Mendes, uma conterrânea residente para os lados de Arrancada do Vouga, da nossa freguesia de Valongo do Vouga. Os poemas estão plasmados num site que tem por título "A POESIA DA ISAMAR", aqui: http://www.apoesiadaisamar.blogspot.com; ao clicar neste endereço vai lá ter e pode apreciar o seu conteúdo.
A sua essência está sempre apontada e vai buscar a sua inspiração em facetas e factos da vivência quotidiana a que se assiste no emaranhado caminho que estamos a percorrer. Chegámos a ponderar atribuir-lhe o título de "FACETAS DA VIDA EM POESIA", que tinha o objetivo de constituir o título de um hipotético livro a publicar, porque nos parece não deslustrar e que tem todos os predicados para ombrear ao lado de idênticas publicações. Curiosamente, ou talvez não, são visados com frequência pelos «visitadores» cibernautas, deixando por lá abundantes comentários. Hoje ficamo-nos por este que, encaixando que nem uma luva, traduz o que na realidade conhecemos deste tipo de posturas. 
                                           
                                        OS HIPÓCRITAS

Reuniram-se já a noite ia alta
Em volta de uma mesa redonda
Os hipócritas que nunca fazem falta
A discutir falsidades de forma hedionda

Fingidores de alto gabarito
Dissimulados de profissão
Um hipócrita é como um falso grito
Que nem sequer passa pelo pulmão

Vivem à custa da barba longa
Falta-lhes formação em autenticidade
Deixam-se levar ao ritmo da songa monga
Faltaram a todas as lições da sinceridade

Ser hipócrita é levar junto ao peito
A mão que descende da hipocrisia
E mesmo sabendo que é contrafeito
Dizem aos outros que é de primeira categoria

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

VOCAÇÕES DA MINHA TERRA-1

A POESIA DA ISAMAR



      Porque se admite existirem justificações mais que evidentes, pelo menos para todos os que gostam deste tipo de literatura, era de certo modo previsível, como se deixou antever no anterior texto, que iriamos deixar por aqui, de quando em vez, um poema da autoria de Isabel Maria Tavares Mendes, que selecionamos, com a sua condescendência a partir daqui: https://apoesiadaisamar.blogspot.com/
      Admitimos ainda que a opinião dos eventuais "visitadores" deste modesto cantinho seja a mesma que aqui já deixamos expressa e que pode ser confirmada à medida que conhecerem os textos que por cá iremos deixar, não descurando as eventuais "visitas" que sugerimos antes para confirmar a mesma opinião que mantemos porque, estamos certos, lhes será atribuída a competência, prestigio, de quem assim se vê dotada e que enaltece o torrão que a viu nascer. Ficamos convictos disso …