quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

HISTÓRIAS DA MINHA TERRA - 5

A digitalização que aqui se reproduz, é uma publicação retirada do semanário local "http://Soberania do Povo" de 7 de Setembro de 1929, sobre um episódio que envolve o Vinho da Quinta de Aguieira, publicado pelo Jornal de Notícias, do Porto, que se espera possa ser legível. Se clicar na imagem é natural que a mesma fique ampliada e a sua leitura mais acessível.
Abordar qualquer facto sobre a Quinta de Aguieira é também desenterrar um manancial de história que os seus muros guardam pelo menos desde o século XVIII!
Em 1724 existia já uma casa fidalga que passou a ser conhecida atualmente com aquela designação. Tem capela de invocação a Nª Sª do Bom Despacho, mandada erigir pelo seu proprietário de então, João Gomes Martins, decorria o ano de 1735.

Esta capela e a casa de habitação, segundo os dados históricos conhecidos, viriam a pertencer no século XIX (1867) ao Visconde de Aguieira, Joaquim Álvaro Teles de Figueiredo Pacheco, Primeiro Visconde de Aguieira.

Em 1895, Guilherme Teles Pacheco, sobrinho deste Visconde, tornou-se proprietário por herança. Em 1902, também por herança, a sua posse passa para Manuel Homem de Mello da Câmara, 1º Conde de Águeda.

Em 1953, após o falecimento do 1º Conde de Águeda, a Quinta d'Aguieira passa por um período de alguma instabilidade, sendo objeto de várias aquisições e, em consequência de desavenças familiares, desagua a sua propriedade em Manuel José Homem Homem de Mello, descendente daquele 1º Conde de Águeda.
Em 1977, Luís e António Guedes, da 4ª geração fundadora da Sociedade Agrícola da Quinta da Aveleda, com sede em Penafiel, "apaixonam-se" pela Quinta d'Agueira. E esta Entidade é, atualmente, a proprietária daquela importante e histórica propriedade de cerca de 21 hectares.


(Nota: - Adaptado do site da Quinta d'Aguieira, em https://quintadaguieira.com/a-quinta/)

Por esta publicação fica confirmado que os vinhos produzidos naquela Quinta já eram classificados de qualidade superior e a merecer os encómios de muitos amantes do deus Baco e que certamente se foram afirmando ao longo de centenas de anos, como o que de melhor os já referidos 21 hectares produziam e continuam a produzir.

Mantêm-se as condições para que se continue a desbravar e a confirmar que esta terra é, de facto, do melhor que há para a cultura e produção vinícola.
Desta forma é de esperar que a tradição se mantenha e resulte na consumação de futuros êxitos comerciais levando bem longe o nome destes torrões da região do norte da Bairrada. Fechamos este naco de história local com esta frase retirada do site, que é assim:







OS VINHOS DA QUINTA D'AGUIEIRA


A digitalização que aqui se reproduz, é uma publicação retirada do semanário local "Soberania do Povo" de 7 de Setembro de 1929, sobre um episódio que envolve o Vinho da Quinta de Aguieira, publicado pelo Jornal de Notícias, do Porto, que se espera possa ser legível. Se clicar na imagem é natural que a mesma fique ampliada e a sua leitura mais acessível.

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